A versatilidade da resina epóxi, quando reagida com seus agentes de cura, garante excelente performance nas aplicações em pisos industriais, revestimentos anticorrosivos, embalagens metálicas, compó sitos em fibras de vidro e carbono, etc. Porém, poucos sabem que a resina epóxi foi inicialmente desenvolvida para a utilização em próteses odontológicas.

A palavra epóxi, de origem grega, significa: [ epi ] – fora de; e [ oxi ] – oxigênio. Esta denominação coincide exatamente com a forma do grupo químico epóxi ou oxirano.

As resinas epóxi são resinas sintéticas que abrangem uma vasta gama de propriedades, desde líquidas de baixa viscosidade sem solvente até sólidas de alto ponto de fusão. Estas resinas são caracterizadas por possuírem em sua molécula um ou vários grupos epóxi. Reagida com agentes de cura, torna-se um polímero termorrígido com excelente resistência mecânica, química e de isolação elétrica.

Os agentes de cura ou endurecedores são produtos capazes de reagir com os grupos epóxi da resina formando grandes moléculas de diferentes composições. Dependendo do tipo de agente de cura utilizado, obteremos diferentes propriedades do produto final, tais como: flexibilidade, resistência a ácidos orgânicos, etc. Podemos chamar de agentes de cura de sistemas epóxi os produtos derivados das aminas: poliaminas, poliamidas e os ácidos e anidridos orgânicos. Atualmente, os principais desenvolvimentos estão ocorr endo nos tipos e propriedades dos agentes de cura.

Pesquisa e desenvolvimento

Em 1936, o Dr. Pierre Castan produziu uma resina de baixo ponto de amolecimento, cor âmbar, para reação com anidrido ftálico para gerar um produto termofixo. Dr. Castan trabalhava para a companhia De Trey Frères, sediada na Suíça, e estava desenvolvendo um produto para a fabricação de dentaduras e outras próteses odontológicas. Posteriormente, sua patente Trey-Castan foi adquirida pela empresa Ciba Pharma & Plastics Ltd (atual Huntsman) que, após apreciável trabalho de pesquisa e desenvolvimento, lançou o epóxi para aplicação industrial, inicialmente como adesivo, o Araldite.

 

Em 1939, paralelamente às investigações européias, o americano Dr. S.O. Greenlee, trabalhando para a Devoe-Raynolds, pesquisou a síntese da resina para a utilização em revestimentos. A licença para produção foi adquirida pela Shell. Os créditos da síntese na forma líquida primária da resina epóxi são atribuídos aos dois doutores referenciados acima.

Porém, não podemos deixar de citar outros cientistas que pesquisaram a síntese do epóxi:

• McIntosh e Wolford que, em 1920, fabricaram plásticos para aplicação como moldes e materiais impermeabilizantes.
• Em 1926, Eisleb trabalhou na reação da epicloridrina com aminas secundárias.
• Blumer, em 1930, descreveu a composição para fabricação de revestimentos com base na reação de compostos de aldeído fenó lico com epicloridrina.

Formação da resina epóxi

A resina epóxi básica é obtida da reação de duas matérias-primas: o bisfenol A e a Epicloridrina, utilizando como catalisador o hidróxido de só dio, conforme ilustra a figura abaixo.

Dependendo da quantidade de bisfenol A, a cadeia molecular aumenta linearmente mudando, assim, as propriedades da resina como viscosidade, flexibilidade, reatividade, etc.

Inicialmente, as resinas epóxi eram usadas como auxiliares de outros materiais e també m como adesivos.

A primeira aplicação importante da resina epóxi na construção civil aconteceu em 1954 quando a California State Highway Department utilizou-a para colar sinais de trânsito. Desde então o emprego das resinas epóxi na construção civil adquiriu maior importância. Graças ao seu grande poder de aderência, passaram a ocupar o posto de materiais de construção sendo utilizadas, essencialmente, em pisos industriais.

• Com a aplicação destas resinas é possível obter resultados bastante favoráveis no campo da construção civil, principalmente quando utilizadas em:

– juntas flexíveis
– união entre concreto velho e concreto novo
– revestimentos de depósitos destinados a produtos agressivos
– membranas impermeabilizantes e pinturas anti-corrosivas
– argamassas para reparo
– aditivos para melhorar as propriedades do concreto
– pisos industriais

• Além da utilização na construção civil, as resinas epóxi também são aplicadas em outros segmentos:

– Equipamentos esportivos
– Proteção anticorrosiva para tanques de aço
– Transformadores de energia elétrica
– Primer anticorrosivo aplicado por eletrodeposição
– Casco de veleiro de competição
– Revestimentos de alta performance
– Revestimento anticorrosivo em navios
– Aplicação de tinta em pó

 

Em 1950, Dr. Castan entrou na fábrica de tintas Stella AS, em Genebra, onde trabalhou como químico e, posteriormente, como diretor técnico. Depois de se aposentar, presidiu o congresso Fatipec de 1970 e foi nomeado membro honorário da Associação Suíça de Químicos de Tintas e Corantes. Em 1982 recebeu o prê mio Jaubert pela Universidade de Genebra.

 

 

A Base Revestimentos® atua no segmento de pisos industriais, piso epóxi, pintura epóxi, revestimentos, epóxi camadas múltiplas, epóxi espatulado, epóxi autonivelante, epóxi decorativo, epóxi antiderrapante, epóxi condutivo, rodapés boleados epóxi, quadras poliesportivas em epóxi, juntas de dilatação, piso uretânico, anti-ácido epóxi, alta resistência abrasão epóxi e outros…

A Base Revestimentos® atua nos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio grande do norte, Rio grande do sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo Sergipe, Tocantins… AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PB, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, RR, SC, SP, SE, TO..

\